PERSONALIDADE ESQUIZOIDE NA TERAPIA CORPORAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Kennedy Junyo Borba de Assis
Victória Carneiro de Castro
Janete Capel Hernandes

RESUMO

Este trabalho realiza uma revisão de literatura sobre a terapia corporal em indivíduos com personalidade esquizoide, objetivando explorar as contribuições e eficácias dessas práticas terapêuticas. “A metodologia adotada consiste em uma revisão sistemática de artigos científicos publicados nos últimos 15 anos, disponíveis no Google Acadêmico, utilizando descritores como “personalidade esquizoide”, “terapia corporal” e “Reich Núcleo Psicótico”. Os critérios de inclusão focaram em artigos com revisão por pares que detalhassem abordagens de terapia corporal aplicadas ao tratamento da personalidade esquizoide, enquanto os critérios de exclusão removeram estudos não relacionados diretamente ao tema ou fora do período estabelecido. Os resultados indicam especialmente duas abordagens da terapia corporal que podem beneficiar indivíduos com personalidade esquizoide, no que se refere à melhoria da consciência corporal e ao manejo das emoções. A conclusão sugere que, embora a terapia corporal mostre potencial, são necessários mais estudos empíricos para ampliar os saberes do campo. Este estudo contribui para a compreensão das terapias corporais como uma ferramenta valiosa no entendimento da couraça relacionada ao esquizoide.

Palavras-chave: Personalidade Esquizoide; Terapia Corporal; Núcleo Psicótico.

INTRODUÇÃO

De acordo com Queiroz (2006, apud MISSIAS; PRATA, 2011), a Psicoterapia Corporal percebe a mente e o corpo em uma relação dinâmica, enfatizando a manifestação das emoções e energias tanto no comportamento quanto no funcionamento físico. Essa abordagem, fundamentada nos estudos de Reich, destaca a capacidade do corpo de armazenar conflitos emocionais e de se comunicar por meio de sua linguagem própria, revelando aspectos psicológicos como ansiedades, medos e desejos reprimidos.

Segundo Oliveira (2023), a terapia corporal reichiana, inicialmente embasada na teoria de Sigmund Freud durante os estudos e práticas de Reich em psicanálise, incorpora aspectos orgânicos e energéticos que impactam o corpo humano. Durante o processo terapêutico, são empregadas técnicas respiratórias, posturais e de massagem, juntamente com a análise do caráter, para reestruturar o fluxo energético. Esta modalidade terapêutica é indicada para lidar com diversas situações adversas do cotidiano, como inseguranças, desânimos, depressão, ansiedade, aflições, irritabilidade, dores corporais, entre outras formas de incapacidade física e emocional.

Para Lima (2023), a teoria reichiana é fundamentada em três pilares: Análise do Caráter, Vegetoterapia Caracteroanalítica e Orgonoterapia. A Análise do Caráter consiste no entendimento do fluxo energético presente no corpo humano, cujo estagnamento em determinadas regiões pode desencadear enfermidades locais. Já a Vegetoterapia busca liberar a energia corporal estagnada, enquanto a Orgonoterapia concentra-se na liberação da energia vital, conhecida como orgone, que, quando estagnada, pode causar enfermidades.

Fragoso e Volpi (2019) destacam que os estudos de Reich, continuados por Navarro, deram origem à somatopsicodinâmica, cuja abordagem considera o sujeito como uma unidade funcional, onde não há separação entre soma e psique. Os estudos dentro dessa perspectiva ressaltam a existência de couraças em sete segmentos corporais, relacionadas às tensões físicas e às resistências aos conflitos do sujeito.

Bernardi (2019) complementa, descrevendo as couraças musculares como componentes da identidade funcional e da postura corporal do indivíduo, refletindo padrões de tensão muscular, concentração energética e formação do Self total do sujeito, influenciando no seu funcionamento psíquico e servindo como proteções contra experiências emocionais dolorosas.

Segundo Weigand (2006, apud KANIEVSKI, 2020), os discípulos de Reich, Alexander Lowen e John Pierrakos, estabeleceram o Instituto de Análise Bioenergética em Nova Iorque, com o objetivo de ampliar a teoria reichiana da Análise do Caráter e suas técnicas. Esse instituto foi o ponto de partida para o desenvolvimento da Bioenergética, uma abordagem terapêutica que se diferencia das demais por seu foco no corpo, nas funções básicas da vida e em intervenções terapêuticas ativas.

Kanievski (2020) destaca que, para Lowen (1910, apud KANIEVSKI, 2020), o Grounding é fundamental na bioenergética, pois representa o contato do indivíduo com a realidade. Este processo, conhecido como enraizamento, envolve a percepção corporal das pernas, pés e chão, promovendo maior consciência corporal, emocional e energética.

Scudeler (2015) explora o conceito de caráter na bioenergética, ressaltando que este se manifesta como padrões de comportamento corporal, refletidos em tensões musculares que podem ser crônicas ou inconscientes, bloqueando o fluxo energético. Lowen (1982, apud KANIEVSKI, 2020) identifica cinco tipos básicos de caráter, cada um com padrões específicos de defesa muscular e psicológica, ressaltando que a análise concentra-se no padrão de comportamento dominante, em vez de categorizar rigidamente o tipo de caráter.

Caracterização da Personalidade Esquizoide (Núcleo Psicótico)

Reich (citado por Navarro 2013, p. 56, apud FRAGOSO e VOLPI, 2019), identificou que as tensões localizadas em sete segmentos interligados são consequência de possíveis bloqueios ou alterações da pulsação energética, que podem ocorrer devido ao acúmulo energético ou falta energética em um desses segmentos, interferindo na energia de seguir seu padrão pulsional de movimento de tensão, carga, expressão, descarga e relaxamento.

Segundo Santos e Volpi (2013), durante a fase gestacional o bebê possui uma energia livre e voltada ao seu desenvolvimento enquanto sente um acolhimento materno. Esse momento/fase é conhecido como etapa de sustentação e contempla todo o período embrionário, fetal e/ou neonatal. É nessa etapa que o traço de caráter esquizoide, também conhecido como núcleo psicótico, desenvolve-se, conforme tabela apresentada por Silva, Silva e Bittencourt (2013).

Fonte: MAPA DE REDE E ECOMAPA: ESTRATÉGIAS DA PSICOLOGIA SISTÊMICA AUXILIANDO O TRABALHO CLÍNICO DA PSICOLOGIA CORPORAL, de SILVA, SILVA e BITTENCOURT (2013).

De acordo com Silva, Dias e Silva (2024), o primeiro contato emocional ocorre durante a formação do bebê, no útero da mãe, onde as influências externas (do mundo) são transmitidas pelos sentimentos e emoções da mãe para o bebê, por meio das paredes do útero e cordão umbilical, trazendo nutrição fisiológica, emocional e energética na formação do embrião. Essas emoções estão intimamente relacionadas à energia corporal que perpassará todo o processo de desenvolvimento desse novo ser. A energia que o embrião receberá será determinada pelo nível de energia presente no útero materno. Emoções simples como medo, raiva, alegria e tristeza, vividas da vida intrauterina à adolescência, promoverão modificações no estado corporal do sujeito. No mental são modificações nas defesas egóicas; no físico, são as defesas do caráter. As repercussões emocionais dessas modificações afetarão a maneira que o indivíduo lidará com as emoções ao longo da vida.

Para Santos e Volpi (2013), o esquizoide possui particularidades na estrutura corporal, comportamento e mente. Segundo Fragoso e Volpi (2019), a região de bloqueio energético relacionada à estrutura de caráter esquizoide surge devido a traumas durante o período da gravidez, sendo ocular a região principal do bloqueio. Essa região engloba olhos, ouvidos, pele e nariz. Quando o bloqueio ocular é parcial, surge o núcleo psicótico; quando há bloqueio total, há prevalência de psicose. Santos e Volpi (2024) complementam que, até o final do primeiro mês de vida, situações estressoras podem influenciar a etapa de sustentação, ou seja, o surgimento do núcleo psicótico, embora seja importante salientar que os traços de caráter (caracterialidade) se sobrepõem durante as etapas do desenvolvimento do sujeito, tornando raro encontrar pessoas com apenas um traço caracterológico.

De acordo com Santos e Volpi (2024), a origem física do núcleo psicótico vem da organogênese (desenvolvimento embrionário) durante o estresse gestacional, começando nas camadas de células que dão origem aos tecidos e órgãos, na formação dos tecidos do ectoderma, mesoderma e endoderma. Ou seja, durante a formação do tubo neural, bem como a formação de olhos, ouvidos, nariz, pele e sistema nervoso central.

Reich (1998) relata que há uma contração que ocorre na base do cérebro, caracterizada por aumento crônico na tensão das paredes musculares das artérias basilares, situadas na região do polígono de Willis. Santos e Volpi (2024) acrescentam que há a possibilidade de essa contração impactar a formação do núcleo psicótico.

Segundo Scudeler (2015), no esquizoide há uma dissociação entre pensamentos e sentimentos, perda de contato com a realidade externa (refugiando-se dentro de si), contato corporal reduzido e fragmentado, falta de contato ocular, pés contraídos e frios, podendo haver partes do corpo em desarmonia como se fossem de pessoas diferentes. Santos e Volpi (2024) complementa que o físico do núcleo psicótico é geralmente magro, com olhar vazio/vago, podendo possuir dermatites ou outros problemas de pele, falas com relatos confusos; sem sequência lógica; informações desencontradas e tende a se tornar pessoas mais reservadas (com tendências a introspecção).

Oliveira e Lima (2015) apresentam algumas características relacionadas ao caráter esquizoide. Um sujeito alto e contraído; pouca musculatura; tensões na região da nuca; braços soltos (pendentes); olhar vazio; face de máscara. Algumas das características psicológicas são: desconexão entre os sentimentos e a realidade; hipersensibilidade; pensamentos e sentimentos são dissociados; evitação da intimidade; maior fragilidade diante de pressões sociais; tendencias a esquizofrenia. Além do esquizoide não se sentir amado ou desejado pelo seu corpo e pelo mundo, ele se sente rejeitado.

Rocha (2014) as sensações físicas e emocionais são sentidas e percebidas através dos olhos, ouvidos, nariz, boca e pele. O segmento ocular, quando boqueado, gera indivíduos com contato com a realidade deficitário, com suas percepções desviadas para um mundo fantasioso ou até mesmo permeadas por alucinações. É comum que as pessoas com núcleo psicótico tenham uma deformação na percepção de si mesmo, seja na maneira de pensar, sentir ou agir na vida.

Capítulo 2: Abordagens de Terapia Corporal no Tratamento da Personalidade Esquizoide

Segundo Silva, Dias e Silva (2024), para a bioenergética, o esquizoide possui carência no limite em torno do seu ego, resultando em hipersensibilidade e energia fragmentada. As defesas desse caráter estão em torno do medo de ser rejeitado e de um afastamento e/ou bloqueio em entrar em contato com seus sentimentos. É importante que haja uma condução na psicoterapia a fim de fortalecer os limites do ego do sujeito, trabalhar na confiança básica no mundo, materializar as qualidades criativas e espirituais do sujeito, trazendo-o para a realidade.

Para Oliveira e Lima (2015), durante o processo psicoterapêutico na Bioenergética, o Grounding possui grande importância, pois é uma técnica postural que visa trazer um senso de segurança para o indivíduo e ampliar o contato com a realidade (aterramento e/ou enraizamento). Além dessa técnica, recomenda-se trabalhar na aquisição da autoconfiança, fortalecimento do ego e seus limites seguros, e potencialização das características e qualidades positivas do sujeito, Lembrando que cada sujeito é único, respeitando suas características como pessoa.

De acordo com Gomes e Volpi (2015), a terapia Bioenergética pode contribuir ampliando a consciência, criatividade, percepção, prazer e autoexpressão. No caso do núcleo psicótico, que possui uma visão de mundo alterada devido ao bloqueio energético ocular — isto é, um bloqueio de interpretação da realidade — é interessante realizar vivências voltadas para os sentidos, relaxando as tensões e auxiliando o corpo na conquista da espontaneidade e autonomia.

Rocha (2014) argumenta que na Vegetoterapia Caracteroanalítica busca-se o desbloqueio dos sete segmentos das couraças musculares de caráter, começando pelo segmento ocular, a fim de restaurar a funcionalidade dos olhos em indivíduos com bloqueios nessa região. Existem diversos actings oculares além do convencional acting da concha. Os quatro principais são: ponto fixo, acomodação-convergência, lateralização do olhar e rotação dos olhos. À medida que os actings são utilizados, sentimentos e sensações experimentadas nos primeiros dias de vida extrauterina, antes inconscientes, emergem, enquanto o paciente fortalece os músculos dos olhos e descarrega a energia excessiva que estava deslocada para a cabeça, liberando posteriormente energia para o restante do corpo e promovendo sensações de presença, força, alegria e vivacidade, podendo emergir memórias ou emoções.

Segundo Faria e Volpi (2022), apenas quando o paciente executa os quatro actings principais da região ocular na vegetoterapia é possível afirmar que ocorreu uma integração do Eu. O processo terapêutico para alguém do núcleo psicótico assemelha-se à maternagem, em que o terapeuta representa a figura materna, oferecendo um modelo de couraça neurótica no lugar da couraça psicótica pré-existente. Ao acolher o paciente, não apenas através do toque ocular, há também um acolhimento emocional que remete ao primeiro contato externo do bebê, a busca do bebê no olhar da mãe. Essa troca de olhares proporciona uma sustentação imanente no contato cérebro-cérebro, face a face, olho no olho.

Objetivo Geral

Investigar e analisar as contribuições da terapia corporal na compreensão da personalidade esquizoide, por meio de uma revisão da literatura.

Objetivos Específicos

  1. Caracterizar a Personalidade Esquizoide: Descrever as principais características, sintomas e desafios enfrentados por indivíduos com personalidade esquizoide, com base em literatura acadêmica e estudos de caso.
  2. Explorar Abordagens de Terapia Corporal: Identificar e analisar diferentes técnicas de terapia corporal utilizadas no tratamento da personalidade esquizoide, destacando metodologias, eficácia e estudos de caso relevantes.
  3. Avaliar a Eficácia da Terapia Corporal: Examinar os resultados de estudos empíricos e revisões que investigam a eficácia da terapia corporal no tratamento de indivíduos com personalidade esquizoide, com foco em melhorias no bem-estar emocional e na qualidade de vida.

Metodologia

Revisão narrativa de literatura, utilizando artigos científicos de revistas indexadas na base Google Acadêmico. Foram utilizados os seguintes descritores: Personalidade Esquizoide, Terapia Corporal, Psicoterapia Corporal, Psicologia do Corpo, Intervenções Corporais, Técnicas de Terapia Corporal, Abordagens em Psicoterapia Corporal, Práticas Integrativas em Psicoterapia. Foram eleitos os seguintes critérios de inclusão e exclusão para a seleção dos artigos:

Critérios de inclusão: Foram considerados, artigos publicados nos últimos 15 anos, cujos textos completos estão disponíveis nos meios digitais, escritos em português e que abordam explicitamente a terapia corporal e/ou personalidade esquizoide. Isso inclui estudos de caso, revisões teóricas, estudos empíricos etc.

Critérios de exclusão: A seleção ocorreu em quatro fases e após cada uma delas, o pesquisador verificou inclusões e exclusões, buscando consenso entre os resultados. Na fase 1 (Identificação), foi realizada a busca dos estudos nas bases de dados e os duplicados foram removidos; na fase 2 (Triagem), foi feita a leitura dos títulos e dos resumos dos artigos e foram excluídos aqueles que não atendiam aos critérios; na fase 3 (Elegibilidade), foi feita a leitura dos artigos completos, com a seleção dos que atenderem a todos os critérios de inclusão; na fase 4 (Inclusão), foi construído um quadro com identificação dos autores, objetivos, método, resultados e conclusões com posterior síntese qualitativa dos estudos.

Resultados

Inicialmente, foram identificados 4.686 artigos nas bases de dados. Após leitura de títulos e resumos, restaram 4 artigos para leitura completa, dos quais 3 foram selecionados para a síntese qualitativa.

Quadro 1 – Busca dos artigos nas bases de dados

Base de dados Descritores Resultados
Google AcadêmicoPersonalidade Esquizoide2.470 (19 selecionados)
Google AcadêmicoIntervenções Corporais948
Google AcadêmicoTerapia Corporal533
Google AcadêmicoPsicoterapia Corporal381
Google AcadêmicoReich Núcleo Psicótico41
Google AcadêmicoPsicologia do Corpo153
Google AcadêmicoTécnicas de Terapia Corporal5
Google AcadêmicoAbordagens em Psicoterapia Corporal1
Google AcadêmicoPráticas Integrativas Psicoterapia1

Total: 4.686

Fonte: Elaborado pelos autores (2024)

Identificou-se, inicialmente, 4486 artigos nas bases de dados. Na fase de leitura dos títulos, foram excluídos 4423, na leitura dos resumos foram excluídos 4419, por não atenderem aos critérios de inclusão, ficando, assim 4 registros. Assim, ficaram 4 para a leitura do texto completo. Portanto, foram selecionados 3 estudos para a síntese qualitativa dos dados. Os trabalhos selecionados e lidos na íntegra estão relacionados no Quadro 2:

Quadro 2 – Trabalhos selecionados

Autor(es) e ano Objetivo Método Conclusão
1 Santos e Volpi, 2024 Investigar a relação entre o núcleo psicótico e os traços de caráter, explorando bloqueios energéticos durante o desenvolvimento intrauterino. Revisão teórica das contribuições de Reich e Navarro, descrevendo manifestações físicas e mentais associadas ao núcleo psicótico. Destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, enfatizando intervenções terapêuticas personalizadas e apoio emocional para mitigar efeitos do estresse intrauterino.
2 Silveira e Volpi, 2017 Investigar as dificuldades de relacionamento derivadas da alienação do Eu e da identidade própria em indivíduos com caráter esquizoide. Análise das categorias de caráter, bloqueio e relação com o caráter esquizoide, considerando desenvolvimento emocional e formação da personalidade. O caráter esquizoide surge como defesa contra ambiente hostil, resultando em bloqueio energético que prejudica expressão emocional e contato interpessoal. O bloqueio ocular tem papel central no isolamento.

Discussão

Reich (1998) destacou a capacidade do corpo de armazenar conflitos emocionais e comunicar-se por meio de sua própria linguagem, revelando aspectos psicológicos como ansiedades, medos e desejos reprimidos. Navarro (1996, 1995, 2013) desenvolve estudos sobre os efeitos dos estresses intrauterinos no desenvolvimento psíquico e energético do ser humano, relacionando-os aos traços de caráter e núcleos psicóticos. Volpi (2022, 2008) investiga a relação entre os estágios de desenvolvimento humano e as condições psicológicas, especificamente no contexto dos núcleos psicóticos, dando destaque à etapa de Sustentação e aos bloqueios energéticos. Lowen (1982, 1910, 1977) contribui para a compreensão dos traços de caráter e padrões musculares através da Bioenergética, enfatizando a importância do corpo na psicoterapia. Scudeler (2015) explora a relação entre os padrões de tensão muscular e os traços de caráter, fornecendo insights sobre a manifestação física dos núcleos psicóticos. Santos e Volpi (2013, 2024) investigam a relação entre o desenvolvimento gestacional, os traços de caráter e os núcleos psicóticos, além de explorarem características físicas e psicológicas associadas aos núcleos psicóticos. Oliveira e Lima (2015) abordam a importância do Grounding e do fortalecimento do ego na terapia corporal reichiana, relacionando-os ao tratamento dos núcleos psicóticos. Rocha (2014) explora as técnicas da Vegetoterapia Caracteroanalítica para desbloquear os sete segmentos das couraças musculares de caráter, incluindo a região ocular, associada aos núcleos psicóticos.

Conclusão

- Responder ao objetivo geral da pesquisa em forma de conclusão.

- Sugerir novas pesquisas sobre o tema.

Referências

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